Não! As baterias utilizadas em carros híbridos e elétricos estão livres desse problema. Isso ocorria nas antigas baterias de Níquel Cádimio ( NiCd ) que durante um bom tempo foram utilizadas nas primeiras gerações de telefones celulares e pequenos dispositivos eletrônicos. Essa química foi substituída por baterias do tipo Niquel hidreto metálico ( NiMH ) e ìons de Lítio ( Ion-Li ) que não são suscetíveis a esse problema.
O efeito memória é um problema na bateria que limita sua capacidade de carregamento com o passar do tempo. Isso ocorria sempre que a bateria era recarregada quando ainda havia carga residual de energia em seu interior. Esse passou a ser um problema crônico nos primeiros aparelhos celulares, o que exigia do consumidor a compra de baterias adicionais, para serem intercambiadas, intercalando entre um carregamento e outro.
Tal condição inviabilizaria o uso dessa tecnologia em um veículo eletrificado, visto que seriam necessárias paradas constantes para carregamento. Além disso, o custo com substituição de uma bateria devido a perda de sua capacidade de carregamento tornaria muito oneroso ter um carro híbrido ou elétrico.
Para que esses carros se tornar viáveis, os engenheiros tiveram de recorrer a novas químicas de bateria, com o intuito de eliminar o Cádmio ( Cd ) da equação. A opção recaiu sobre baterias como as de Litio Ferro Fostato ( LFP), Níquel Hidreto metálico ( NiHM ) e Ions de Lítio ( Ion-Li ) que são as mais utilizadas atualmente.
Apesar das baterias de Níquel Cádmio terem um custo significativamente mais baixas a tendência de gerar um vício de carregamento a fez ser preterida em relação a outras tecnologias. As quais não apenas resolvem o problema de recarga, mas também trazem grande vantagens como maior capacidade de carregamento, menor peso e maior vida útil.
